Inclusão e ancestralidade: ICMU celebra o Dia Nacional do Sistema Braille com marco histórico para a Umbanda
- Pai Marcelo de Xangô

- 8 de abr.
- 2 min de leitura

No Dia Nacional do Sistema Braille, celebrado como símbolo de inclusão, acessibilidade e democratização do conhecimento, o Instituto Cultural Carta Magna da Umbanda (ICMU) reafirma seu compromisso com a promoção da igualdade e do acesso à informação para todos.
Em 2024, o Instituto protagonizou um marco histórico ao realizar, em parceria com o Instituto Benjamin Constant, o lançamento da Carta Magna da Umbanda transcrita para o sistema Braille. A iniciativa representa um avanço significativo no campo da acessibilidade religiosa e cultural, sendo reconhecida como a primeira literatura estruturada da Umbanda adaptada para pessoas com deficiência visual.
A ação não apenas amplia o acesso ao conteúdo espiritual e cultural da Umbanda, como também fortalece o princípio da inclusão dentro das tradições de matriz africana, reafirmando que o conhecimento ancestral deve ser acessível a todos, sem barreiras.
Segundo a presidencia Nacional do ICMU, a adaptação da Carta Magna para o Braille simboliza mais do que um avanço técnico — trata-se de um posicionamento institucional em defesa dos direitos humanos, da equidade e da valorização da diversidade dentro dos espaços religiosos e culturais.
“Promover a acessibilidade é garantir que todos tenham o direito de conhecer, vivenciar e se reconhecer nas tradições que constroem nossa identidade. A Umbanda é acolhimento, e esse acolhimento precisa ser pleno e inclusivo”, destaca Pai Marcelo de Xangô - Presidente Nacional do ICMU.
A parceria com o Instituto Benjamin Constant, referência nacional na educação de pessoas com deficiência visual, foi fundamental para assegurar a qualidade e a fidelidade da transcrição, respeitando os princípios pedagógicos e técnicos do sistema Braille.
Neste Dia Nacional do Sistema Braille, o ICMU reforça que iniciativas como essa são essenciais para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e consciente — onde a fé, a cultura e o conhecimento caminham lado a lado com a acessibilidade.





Comentários