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Aluno de 12 anos sofre ataques racistas em sala de aula e Colégio Pedro II suspende envolvidos

Rio de Janeiro — O Colégio Pedro II, uma das mais antigas instituições federais de ensino do país, suspendeu alunos suspeitos de praticar racismo contra um estudante de 12 anos no campus Centro, no Rio de Janeiro. O caso veio a público após a mãe do adolescente denunciar que o filho sofria ofensas racistas recorrentes dentro da sala de aula.


De acordo com a família, o menino era chamado de “macaco” e “mico” por colegas, em ataques relacionados à cor da pele. As agressões teriam sido cometidas por um grupo de estudantes e se repetido ao longo do tempo. Com medo de represálias, o aluno permaneceu em silêncio.

Quem abrir a boca vai ser chamado de X-9, teriam dito os agressores, segundo a mãe.

A denúncia só chegou à família após contato da própria escola. A mãe afirma ter se surpreendido ao descobrir que, até então, nenhuma punição havia sido aplicada aos envolvidos.


Em nota, o Colégio Pedro II informou que não divulga o número de alunos suspensos nem a duração das suspensões, mas afirmou que situações de racismo são tratadas com “máxima seriedade”. A instituição reafirmou seu “compromisso inegociável com a defesa dos direitos humanos e o combate a todas as formas de discriminação”.


A direção-geral do campus Centro informou que o Setor de Orientação Educacional e Pedagógica foi acionado para apurar o caso e que, diante da gravidade da denúncia, os procedimentos institucionais foram iniciados. As famílias dos alunos envolvidos já teriam sido convocadas para oitivas e esclarecimentos.


A versão da escola, no entanto, é contestada pela mãe do estudante. Segundo ela, instâncias pedagógicas já tinham conhecimento das agressões antes da repercussão do caso na imprensa, mas a família não foi comunicada. Em reunião realizada na quarta-feira (17), a direção teria afirmado que só tomou conhecimento do episódio após a divulgação na mídia.


Durante o encontro, a diretora ofereceu atendimento psicológico ao estudante, recusado pela família, já que o menino é acompanhado por um profissional indicado pelo Conselho Tutelar. A mãe afirma que avalia medidas legais e lembra que o racismo é crime.

Hoje está acontecendo com meu filho, amanhã será outra criança. É preciso parar o racismo dentro das escolas, declarou a mãe do menor.

O Colégio Pedro II informou ainda que, após a conclusão da apuração, serão aplicadas as medidas disciplinares previstas no Código de Ética Discente, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa. A instituição destacou que desenvolve ações pedagógicas permanentes de enfrentamento ao racismo e promoção da diversidade.

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